sexta-feira, chuva forte e eu estou em um hotel em Atibaia. (Jorge Drexler no Itunes)
por motivos de trabalho.
tenho tanta coisa para escrever que eu deveria ficar uma noite inteira escrevendo.
poderia contar das mudanças, das pessoas, das curiosidades, das vontades e dos meus quereres que conheci nos últimos meses.
quero escrever uma carta essa semana. uma carta de amor desconhecido, de amor incosciente, de amor sem precisar de resposta ou de mesmo perguntar-se: será que isso é amor?
nos últimos meses, desde que fiz aniversário um turbilhão de coisas aconteceram e entre altos, baixos e medianos, pude conectar alguns pontos da minha vida.
eu me sinto bem com as escolhas atuais. me sinto forte, me sinto leve, como há tempos não sentia.
é como se tivesse atravessado uma onda do mar e tudo tivesse sido renovado.
nos próximos meses, eu terei que melhorar minha postura e finalmente virar uma mulher.
o que é ser uma mulher? talvez a pergunta seja outra, mas o objetivo é que eu amadureci e pude perceber que é possível explorar a minha sensibilidade ao meu favor.
é possível querer e conseguir. eu chorei quando percebi isso, como criança e fui até a Igreja da Sé (coração de São Paulo, ao meu ver) para agradecer.
o ano está acabando e as coisas estão começando a se encaixar.
é possível querer e foi isso que eu aprendi nos últimos meses.
na próxima, espero ter conseguido escrever uma carta. tenho medo do que vou ler quando estiver pronta, um medo mordido. o prazer será meu de sentir.
sentir que os momentos vão além de se ter. pensem nisso...
eu agora vou tentar dormir e deixar que os doces olhos fujam da minha saudade e se percam em minhas mãos.