quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vida Simples - Edição Outubro

"queremos mesmo é ter nossa rotina interrompida. queremos ser desencaminhados, catapultados. lembro-me de Manoel de Barros: "As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis. Elas desejam ser olhadas de azul."As coisas e a gente, Manoel. As coisas e a gente" (Gustavo Gitti, texto na Revista Vida Simples)

"qual é a coisa que você mais acredita? seus estudos, seus projetos, ou mesmo a vida? (...) Tentativa e erro - e acerto. É o único jeito pelo podemos evoluir. E realizar nossos sonhos. O que não dá é não tentar - ou achar que temos todas as respostas prontas." (Rodrigo Vieira - jornalista e embaixador do TEDx na América Latina)

domingo, 18 de setembro de 2011

Chamar de amor para representar o bonito. Me dá um copo?

15 minutos olhando, pensando no que escrever… talvez seja o medo do que as próximas linhas possam traduzir.


Esse era o tempo, o parênteses antes de começar a contar para você o que fica aqui.

Eu sempre escrevi cartas, algumas para amigos, outras para amigas e poucas cartas que contassem um pouco de amor.

Contar o amor é algo difícil, você precisa ser sincero, detalhista e cuidadoso com o que escreve.

Contar o amor muitas vezes não é o que se sente, mas a forma como as coisas acontecem, o toque do pouco a pouco.

É como se eu saísse de casa todos os dias, atravessasse a rua, pegasse o metrô e olhasse as estações uma por uma.

Fazer isso é tão cuidadoso com o que sinto como subir as escadas do restaurante, ver você pegar os talheres, comentar sobre a comida,

observar os trejeitos nervosos da minha conversa no almoço, rir pouco ou rir muito, e no final ficar em silêncio sem saber dizer que no lugar do café eu só queria tocar o teu rosto como se dedilhasse um teclado, com cuidado, com carinho e sem intenção.

O café sempre acontece depois, como se fossem minutos eternos entre o cheiro, a conversa e o tempo que se esgota.

O cheiro sempre me confunde, toda vez que você chega meu nariz é tomado pelo teu cheiro e a vontade que eu tenho é de apenas sentir e não falar.

Talvez, eu pedisse para o tempo parar, chegar mais perto e contar algo para você, algo simples, simples como o que sinto toda vez

que nos reencontramos.


Ainda é preso, por medo, por já saber que não terá. É um copo de amor, por mãos suadas e entregues com beijos de saudade.

Saudade do que gostaria de ter.

Amor de Muito...antes.

Amor de Muito

Nação Zumbi

"A menina esperava seu homem chegar
E olhava todo dia a linha do mar
Ele só quer escutar o que ela quer dizer
Ela sabe do desejo do seu coração

Aí ela disse: vai querer?

O menino esperava sua mulher chegar
E andava todo dia em cima do mar
Ela só quer escutar o que ele quer dizer
Ele sabe do desejo do seu coração

Aí ele disse: por amor, ou por besteira?"


Mais uma vez... Aí ele disse: por amor, ou por besteira?


Boa noite. :)


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

fazer 25 anos.. pesa..sente-se..pergunta-se...

Os dias tem sido bastante corridos e me permiti 15 min para escrever sobre algo muito forte para mim. O renascimento, o novo ano e os próximos dias. Amanhã, será meu aniversário e farei 25 anos. Fazer 25 anos pesa um pouco, pois você começa a pensar: - o que eu fiz até agora? - o que eu quero fazer? - o que eu não quero fazer? e principalmente: o que me apaixona hoje?

O que eu fiz até agora foi tentar me reencontrar entre as cidades que eu passei, superar meus desafios, lidar com as minhas fraquezas e defeitos, além disso brilhar os meus olhos para falar do que eu amo.

O que eu quero fazer é muito mais difícil de responder, talvez porque eu ainda não tenha descoberto realmente o que quero fazer. Amanhã, será um dia especial de colocar a mão na minha consciência e pensar sobre isso. Gostaria de superar os meus defeitos e saber explorar melhor as minhas qualidades.

Saber reconhecer que sou eu em diferentes faces do meu cotidiano, ter momentos de sonho independente do que o cotidiano possa me trazer de conflitos.

O que eu não quero fazer é acordar e não me sentir, não sentir o canto dos pássaros, não ter o cheiro do meu cotidiano, não me emocionar com o sorriso alheio e não me permitir abraçar quem eu desejo. Mesmo que esse desejo seja apenas um desejo e que nunca seja realizado. Já que muitas vezes o desejo possa ser olhar nos olhos, tomar uma bebida e sentir a pessoa, mesmo ela não sabendo disso, mesmo o copo da bebida não sabendo que ele é desejado, mesmo os olhares entre uma estação e outra, um bar e outro, um encontro sejam apenas um toque de libido.

Disso tudo, o que me apaixona é acreditar nas pessoas, estimular que elas façam o melhor delas e da melhor forma para que as coisas se realizem. O que me apaixona é poder me apaixonar pelas coisas, pelos lugares, pela saudade, pelas pessoas, por eles, elas, pelas crianças sem ter uma resposta.

Me apaixona o vinho de todos os dias, o incenso da manhã, o sms do amigo, a saudade de um lugar chamado Bahia.

A saudade talvez represente a essência desses 25 anos, em tantos lugares, entre tantas pessoas e ao mesmo tempo um mim tão ausente e tão presente na maioria das vezes, com tantas escolhas e tantos sorrisos puros e imprecisos.

Como eu quero chegar aos 26? Não sei. Mas, eu quero viver os meus 25 anos lutando mais pelo o que eu quero, fazendo mais do que os meus limites me permitem e me apaixonando todos os dias.

Um dia no pilates, a professora me disse que eu não sabia conectar os pontos do meu corpo e isso atrapalhava minha evolução, na hora fiquei tensa e depois parei para pensar que na verdade eu precisava aprender a conectar os pontos da minha vida antes de querer conectar os pontos do meu corpo.

Feliz Aniversário para mim amanhã, que o samba possa abençoar a noite. :)


sábado, 3 de setembro de 2011

questions

O que é importante pra mim?
Se você quisesse que alguém te ligasse hoje quem seria?
Qual o seu maior sonho hoje?

sábado de tarde

Daniel: "esperar dói. esquecer dói. mas não saber se esquecer ou esperar é a pior dor" (Paulo Coelho)
Sent at 3:46 PM on Saturday

O amigo mais bonito. A frase mais bonita. Direto do Sul do Brasil :)

Setembro, 2011.


"Ele parece ser tudo aquilo que nós suspostamente queremos - mas, ás vezes, conseguir o que nós tanto queremos pode acabar se tornando um pesadelo." (David Byrne, Diários de Bicicleta)