Passei o dia descansando, um pouco de dor de cabeça e resolvi assisti o filme da Bruna Surfistinha.
No início, dei muitas risadas, achei algumas situações bobas como guardar dinheiro no armário.
Uma narrativa simples, com elementos singulares para contar da vida de alguém. Ao mesmo tempo, o filme mexeu comigo em uma cena em especial.
A cena que Bruna, a personagem, fala das nossas escolhas. A importância de sempre lembrar: - eu escolhi isso, eu escolhi aquilo, eu vou escolher...
Essa frase nunca fez tanto sentido para mim hoje, 25 anos completados e tentando uma incessante busca de me reencontrar. Assim como Bruna, eu sempre tive a sensação de viver personagens, mesmo com meu coração bom sempre ali.
Fiquei pensando em quantos personagens foram vividos até agora, em suas diferentes cidades.
Poderia ficar horas aqui escrevendo, falando de tudo o que aconteceu até hoje, desde Julho de 2004, quando eu saí de casa.
Os anos passaram e eu aprendi muita coisa com essa escolha.
Aprendi com os meus erros, mas continuei errando. Errando sem limites e com uma briga constante com a eterna inconstância que eu tenho aqui. É como se fosse um nó, desata e ata novamente e não vai amarrar outros lugares, outras coisas. Ele fica sempre aqui.
Estou falando de mim. Quando você fala de você parece uma porta abrindo devagar, dando margem para algo acontecer ou apenar olhar o que que vai acontecer.
A vida me deu um tapa na cara. Um tapa ácido, ardido e que me fez repensar o que acontece na minha vida, como conduzo as coisas e como eu deveria lutar por aquilo que eu acredito.
Por alguns dias, fiquei um pouco assustada, sem saber o que fazer porque finalmente eu teria que me perguntar: - o que você que fazer? como você quer fazer? o que você acredita? Talvez, eu tenha fugido disso por muito tempo.
Duas semanas depois, esses pontos estão ficando mais claros para mim.
O primeiro deles é me resolver comigo mesma, assumir o que eu sou, o cabelo, os gostos, as preferências, minha forma de pensar, de agir. Eu sou assim. Não force ser alguém por medo do que seus pais vão falar, do que seus amigos vão te questionar e do que a sociedade vai te cobrar.
É como se eu tivesse tirado um peso das costas. Eu sou assim. Mais perto do simples, do livre, da natureza, das pessoas. Eu sou movida por esses pontos e tenho como dever balancear isso da melhor forma possível.
Ter saído de casa, me tornou ao mesmo tempo uma pessoa forte e uma pessoa tão frágil quanto. Entretanto, de uma frieza que as vezes me assusta. É como se tudo fosse muito difícil para me desconstruir, no mesmo questionamento vem na minha memória o pedinte da avenida paulista agradecendo a Deus por mais um dia de vida.
Escureceu, o incenso está mais gostoso, Amy no Itunes cantando Some Unholy War:
"With strength he didn't know
Também aprendo com meus erros, e a saudade do cheiro do mar às vezes me pega de jeito... Muito me identifico com o seu texto; abraço, linda Samille! º~º
ResponderExcluir“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso.” (Jefhcardoso)
Convido para que leia meu blog http://jefhcardoso.blogspot.com
Oi Jefh! ahahahha alguém anda lendo esse humilde blog.
ResponderExcluirObrigada pelas palavras, dei um pulo no seu blog e te add aqui nos 6 bilhões :)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO primeiro passo foi dado: a necessidade de estudar a si mesmo, observando que o auto conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
ResponderExcluirO segundo passo está em marcha: encontrar e resgatar o que você ama.
E o terceiro passo?
Manter-se faminta. Manter-se "tola".
Pode parecer que não sou a pessoa mais apta para lhe dizer tudo isso. Mas, é o que sinto.
Pança